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  • Alexandre Madruga

ISP coloca Sulacap com média de menos de um assalto por dia em 2016


Os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), relacionados as ocorrências da 33ª Delegacia de Policia, comprovam que o bairro de Sulacap é o de menor ocorrências registradas no ano passado. Em tempos da era da comunicação digital e o advento das redes sociais, os moradores sulacapenses interagem constantemente, reportando tentativas, assaltos e furtos, mas acaba por não ver o reflexo dessas ocorrências nas estatísticas do ISP e por conseqüência, uma mancha criminal pequena.

Os dados que seguem abaixo, agrupou todas as variáveis de furtos e roubos (automóveis, transeuntes etc), para facilitar o entendimento e dar melhor visibilidade nos gráficos.

Os dados acima informam que o máximo de ocorrências no bairro, jamais superou o número de 30 registros mensais. O que coloca uma média de menos de uma ocorrência por dia. Os roubos deram um salto em junho e, apesar de uma queda, permaneceram em alta até o fim do ano, num crescimento leve. O número de furtos que começou e terminou o ano em alta, mostrando um crescimento constante no segundo semestre.

Alguns números objetivos em 2016, foram 80 roubos a transeuntes, 39 de carros e 22 de celulares. O furto de veículos chegou a 19, totalizando 58 carros que foram levados por bandidos no bairro, com média de quase cinco carros por mês.

O bairro de Sulacap tem horários de alta demanda na ocorrência dos bandidos. Enquanto os furtos e assaltados dão um pico conjunto no início da manhã, entre 6 e 7h da manhã, os bandidos armados agem com muita freqüência a partir das 17h, com pico de ocorrências às 22h.

Abaixo, colocaremos os gráficos de Realengo, Magalhães e Deodoro, para uma simples amostragem da quantidade de ocorrências que assolam essas regiões, com os roubos tendo altas que passam as 200 por mês (Realengo), suplantando o bairro de Sulacap em quase 200%. Magalhães tem picos que ultrapassam 40 ocorrêcias por mês e Deodoro tem números elevados levemente comparados a Sulacap, mas acaba se destacando negativamente pelo número de homicídios.

Apesar dos números menores do bairro, ainda assim fica claro que os bandidos estão agindo com certa tranqüilidade, se aproveitando do contingente policial do bairro não ser tão ostensivo quanto os demais, mas graças a uma mancha criminal que coloca Sulacap numa melhor condição que Realengo e Deodoro, que já tem dados computados de Jardim Novo e Magalhães Bastos.

Fica a dica para todos os moradores, vítimas de assaltos, que prestem queixa para que a mancha criminal das estatísticas fique próxima da realidade que assola o bairro no dia-a-dia.

Aos olhos das policiais militar e civil, com base nos dados do ISP, continuamos sendo uma suíça brasileira numa ilha de tranqüilidade.


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