• Alexandre Madruga

Posto de saúde restringe medicamento e deixa paciente sem remédio


Secretaria diz que restrição é apenas quando estoque está baixo, mas posto informa estoque era regular

O Centro Municipal de Saúde Masao Goto, que fica na Rua Carlos Pontes em Sulacap, está restringindo medicamento a um único grupo específico. Somente gestantes tem direito ao medicamento “Cefalexina”. Ontem (01/02), uma paciente que tem furúnculo foi prescrita com o remédio e o posto de saúde negou que o medicamente tinha no local.

O pai da menina, morador do bairro, entrou em contato com nossa redação reclamando da falta de medicamento no posto. Entramos em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que responde afirmando que “A direção do Centro Municipal de Saúde Masao Goto esclarece que não procede a denúncia de falta de medicamentos na unidade e que o estoque de cefalexina está abastecido”.

O morador retornou hoje (02/02) ao posto de saúde e a informação dada foi diferente. De acordo com a agente de saúde, “o remédio somente está sendo dado a pacientes gestantes”.

- Eu tenho áudio e gravei o agente dizendo que não está liberando, somente para gente grávida. – afirmou o morador

Novamente consultamos a SMS, que se contradiz com a nota enviada ontem, informando que “as gestantes têm prioridade (na cefalexina) em caso de baixo estoque de comprimidos, já que elas possuem restrições para o consumo de medicamentos em função da gestação. A direção do Centro Municipal de Saúde Masao Goto informa que o estoque de cefalexina líquida está normalizado. O usuário pode procurar a gerência da unidade para esclarecer todas as dúvidas relacionadas ao atendimento prestado”.

A contradição da SMS está que, no email de ontem, informava “que o estoque de cefalexina está abastecido”, mas mesmo assim o morador saiu sem o medicamento. Novamente perguntamos a SMS sobre essas informações conflitantes nos dois emails e não obtivemos resposta.

Outro item importante está em falta no posto de saúde. As tiras de medição de glicose também sumiram dos estoques, deixando vários pacientes na mão. A SMS informou que “já identificou a falta da fita para medição de glicemia e está trabalhando para reabastecer a unidade e tão logo o orçamento de 2017 seja aberto, o estoque será normalizado”.


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