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Jardim Sulacap - Zona Oeste do Rio de Janeiro - Brasil

  • Alexandre Madruga

Moradores se reúnem para apoiar a associação de moradores


Primeira iniciativa é recadastrar os residentes e realizar evento em dezembro

Tudo pode acabar em pizza, mas dessa vez a massa teve um tempero especial. Na noite dessa quinta-feira (22), alguns moradores se reuniram na Pizzaria Night Pizza, na Praça Mário Saraiva, para debater sobre como ajudar e colaborar com a Amisul (Associação de Moradores e Amigos do bairro Jardim Sulacap). Vinte e oito moradores criaram o grupo no WhatsApp, intitulado “Apoio Amisul” e estão se empenhando em colaborar, voluntariamente, com várias iniciativas. A primeira delas é fazer o recadastramento dos residentes, para que vários projetos possam alcançar o desejo de todos. Outra iniciativa foi convidar a presidente da Amisul, Heloisa Massad, para conversar e compartilhar todas as experiências da instituição que representa e fez muito pelo bairro.

– Boatos começaram que queremos tomar a associação. É uma mentira. Tomamos a iniciativa de apoiar a Heloísa, primeiro conhecer a associação e deixar claro que não podemos abrir mão de uma pessoa que tanto fez pelo bairro, apesar de pouquíssimos reconhecerem isso – afirmou Junior, da empresa Jr Celular.

Heloisa conversou longamente, expôs seus pensamentos para os presentes e reafirmou o desejo de ter mais participação popular na Amisul.

– Eu não sou eterna, claro que outras pessoas vão assumir. Mas alguns moradores têm a ilusão que a associação tem recursos financeiros. Estes, se realmente quisessem o bem do bairro, já teriam fundado outra associação. Os que realmente querem o melhor para nossa região mais bela do Rio, se juntariam a nós para fazermos o bem comum. Temos que unir forças. – diz a presidente da associação.

A coordenação dos moradores do “apoio Amisul” é da proprietária da pizzaria, Ana Luíza. Ela deixou claro que as iniciativas são em prol da associação, visando que todos venham e conheçam o trabalho.

– A Heloísa tem experiência, conhecimento e um respeito imenso das autoridades. Fiquei surpresa ao saber que ela foi a Brasília na década de 80, com outros da associação e recursos próprios, para falar com o Ministro da Aeronáutica sobre o impedimento de se construir algo com perfil de comunidade em nosso bairro. Olha o tamanho da importância disso hoje e sequer damos valor ou temos conhecimento. Temos e vamos fazer muito pela Heloísa e pela Amisul – sentenciou Luiza, moradora do loteamento.

Na reunião também se preparou as primeiras iniciativas para a realização de um grande evento na Praça Mário Saraiva. Em 10 de dezembro (sábado), será realizado o “Galpão Comunitário de Braços Abertos”, com várias atividades esportivas, culturais, sociais e musicais. Terão peças de teatro, danças, futebol, vôlei, basquete, contadores de histórias, palestras, encontro de DJ´s, carros antigos e motos sofisticadas. Tudo acontecerá num único dia, das 9h às 17h, com direito ao galpão aberto para exposição, visita da biblioteca e troca de livros. De acordo com os organizadores, em novembro começa a divulgação do evento com todos os detalhes das atividades.

As horas passaram e a reunião regada a muita pizza, refrigerante e bolo light, serviu de interação, conhecimento e que novas amizades fossem feitas, já que muitos moradores não se conheciam pessoalmente.

– Gostei muito. Achei todos com muito respeito com o ponto de vista alheio, tempestade de idéias! Todos com muita disposição de ajudar e tocar o projeto. Além de ter a oportunidade de conhecer fisicamente alguns parceiros e vizinhos. – disse Rejane Corrêa, moradora do Condomínio Belle Ville, que fica próximo à Estrada do Catonho.

A iniciativa popular em defesa da própria associação mostra que os residentes do belo e bucólico Jardim Sulacap, começam a ter um pensamento mais comunitário. Fica clara a idéia, que o bom para muitos é a principal missão deles.

– Muito bom ver vontade de todos os lados, ver ação de todos os lados e saber que tem mais gente para somar com a Amisul e o bairro. Como sempre falo, juntos somos fortes. – finaliza Marlon Ikeda, morador da Praça H.